sábado, 23 de março de 2013

As fases da melancolia

As fases da melancolia...

Esse é o nome ideal para esta pintura que fiz numa dessas noites de pensamentos tristes e desejos de criar algo para disfarçar a dor.

Fazer isto é maravilhoso no instante em que a obra é naturalmente construída sem planos, a curiosidade de saber o que vou fazer é o ponto mágico. Mais gostoso que o trabalho pronto é o processo....

Não priorizei perfeição, apenas imaginação, subjetividade,  mas o resultado estético é interessante. Gostei :)







Arte pronta

Juliana Rosa

domingo, 3 de março de 2013

A subjetividade na moda


 A moda é uma ferramenta de comunicação intra e interpessoal capaz

de transbordar a essência do seu "Eu" reafirmando a personalidade,

intencionalidade e autoestima, portanto, essencial.

(Juliana Rosa)



 A subjetividade é um mundo interno que todo e qualquer ser humano

possui. Composto por histórias de vida, culturas, cargas de

pensamentos e experiências pessoais, emocionais e únicas. Juntam-se para compor identidades.

 Assim, cada pessoa tem um jeito de perceber, de sentir, se ser e agir diante de diversos

contextos que a vida nos propõe.

Por vezes, exteriorizamos nossa subjetividade através das artes;

desenhos, pinturas, poesias,  músicas, danças... Da mesma forma nos

expressamos através da moda, que também é objeto de arte. A roupa que escolhemos, o estilo, as

cores, formas e texturas, tudo é uma questão de relacionament0

intrapessoal e coerência entre o "ser e o parecer", ou seja, entre o que

a mulher gosta de vestir e o que ela pretende comunicar, mesmo que

de modo inconsciente.

Por isso, sempre afirmo que a moda é uma ferramenta de

comunicação com nossa própria personalidade (relação intrapessoal

= eu + eu) e de comunicação com o meio, transparecendo nossa

cultura, crença, valor moral, intenção, posição social ou status, revelando

também estado de autoestima ou até mesmo um estado depressivo

(interpessoal = eu + mundo).

Em contrapartida, o nosso vestuário também pode ser aliado a um

disfarce, uma ilusão social, emocional e comportamental que pode ir

além da dignidade. Acontece quando uma pessoa pretende fingir um

estilo, compor uma figurino a fim de passar uma falsa

impressão/comunicação, o típico "ser o que não é", muito constante em

nossa sociedade, salvo em situações de figurino teatral e em situações

de formalidades sociais, quando, por exemplo, uma pessoa com estilo bem despojado é estimulada a

vestir-se conforme os padrões de instituições e outras ocasiões formais.

Por isso, sempre ganha quem sabe ser transparente. Mente, corpo ,

roupa e aparência em harmonia.

É bem verdade também que a moda impõe alguns padrões, como os

que citei acima, além de nos persuadir dentro de tendências estéticas

que atraem a vaidade, mas, ao mesmo

tempo permite a pluralidade de estilos, a individualidade e a

distinção de grupos sociais, o que favorece a reinvenção das idéias e

recriação das formas, cores, texturas... diante do que a moda propõe.

Entretanto, há uma grande semelhança entre a moda e a mente, ambas

são inconstantes. Durante as fases da vida humana: infância,

adolescência, idade adulta, meia idade... Observamos a maturação

genética do pensamento juntamente com as experiências pessoais.

Assim,o  desenvolvimento humano vai se readequando de forma

natural às nossas formas de comportamento e expressão através da

moda. Um exemplo disso é comprovado na adolescência, quando a pessoa

tem a necessidade de chamar atenção, de participar de grupos  e

reafirmar que sua personalidade é forte e inconstestável, mas que passa!

Ao fim, saiba que a subjetividade é única mas também pode ser

mutante como a moda. É essencialmente fantástica e linda ao ponto

de te convidar a olhar para dentri de si e descobrir-se romântica,

sensual, tradicional, moderna, prática e objetiva, extravagante ou

minimalista. O importante é ser sempre autêntica e coerente com as

fases de seu Eu.


Autoria: Juliana Rosa

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