sábado, 6 de julho de 2013

Moda e subjetividade - Um caso íntimo!

  
Foto: Solve Sundsbo

A subjetividade é um mundo infinito, particular e único que compõe o pensamento de qualquer ser humano. É uma maneira própria de sentir-se integrante no mundo físico e psicológico, onde a percepção de todas as coisas é extremamente pessoal, ou seja, subjetiva.

Composto por histórias de vida, culturas, cargas de pensamentos e experiências pessoais, emocionais e únicas. Juntam-se para compor identidades. Ninguém é igual a outro e é isso o que torna o ser humano interessante. No universo feminino então...Essa vantagem é bem mais evidente!
 

Assim, cada pessoa tem um jeito de perceber, de sentir, se ser e agir diante de diversos contextos que a vida nos propõe. Pensando assim, exteriorizamos nossa subjetividade, desejos e intenções através das artes; desenhos, pinturas, poesias, músicas, danças e até mesmo em criações artesanais... Da mesma forma nos comunicamos através da moda, que também é um gigantesco objeto de arte. Arte que é mais  que um conceito, é arte ultilitária, protetora, expressiva, figurativa e até imaginária!  Lembrando das palavras de Ferreira Gullar " A arte existe porque a vida não basta." É assim mesmo que eu me relaciono com a criação da roupa, antes de tudo, é arte . É a necessidade da alegria trazida pelo novo e diferente que se torna incessante diante de  um mundo insuficiente.
 
A roupa que escolhemos, o estilo, cores, formas e texturas, tudo é uma questão de relacionamento introspectivo e coerência entre o "ser e o parecer consigo mesmo", ou seja, entre o que a mulher gosta de vestir e o que ela pretende comunicar, mesmo que de modo inconsciente. Quando tocamos  e vimos um tecido muito bonito, por exemplo,  nossos sentidos levam ao cérebro uma requisição de aprovação que instantaneamente fica refletido no rosto e a nossa imaginação não tem limites...

Por isso, sempre afirmo que a moda é uma ferramenta de comunicação com a própria personalidade e de comunicação com o meio social ao deixar transparecer nossa cultura, crença, valores, intenções, posição social, revelando também estado de autoestima ou até mesmo um estado melancólico.

Entretanto, o nosso vestuário pode ser também aliado a um disfarce, uma ilusão social, emocional e comportamental que pode ir além de um jogo passageiro  resultando em problemas de autenticidade. Acontece muito quando uma pessoa pretende fingir um estilo, compor uma figurino a fim de passar uma falsa impressão/comunicação, o típico "ser o que não é ", muito constante em nossa sociedade, salvo em situações de figurino artístico. 


Por isso, sempre ganha quem sabe ser transparente. Mente e aparência em harmonia usando a moda em seu favor. Sem preconceitos ou estigmas, sem medo de ser, ousar e exteriorizar seus  próprios pensamentos em moda. 

A mesma nos permite uma  vasta pluralidade de estilos que vai além de tendências "febres"...  A nossa preferência por cores e estampas é o exemplo mais claro de que os desejos e as formas de perceber a moda é essencialmente individual/subjetiva. Eu não gosto de vermelho vivo, mas vejo diariamente quem ame!
 

Vale acrescentar que há uma grande semelhança entre a moda e a mente, ambas são inconstantes. Durante as fases da vida humana: infância, adolescência, idade adulta, meia idade... Observamos a maturação genética do pensamento juntamente com as experiências pessoais, culturais e sociais que fazem com que o desenvolvimento da mente humana vá se readequando de forma natural às novas formas de comportamentos e atualizando as expressões através da moda.

Um exemplo bem comum disso é comprovado na adolescência, quando o jovem tem a necessidade de chamar atenção, de participar de grupos, a exemplo dos "Emos" e reafirmar que sua personalidade é forte e inconstestável, mas que geralmente passa! 


Então, minha dica de hoje é: Seja você mesmo em qualquer situação (mesmo em ambientes que exigem formalidades) Vista o que te faz sentir bem, use a bolsa, o sapato, a roupa que ,antes de qualquer tendência, tenha tido um relacionamento íntimo com seus sentidos e percepções. Que seja linda e verdadeira essa comunicação através da moda.

Assim, saiba que a nossa subjetividade é extremamente fantástica e linda ao ponto de te convidar a olhar para dentro de si e descobrir-se romântica, sensual, tradicional, moderna, prática e objetiva, étnica ou eclética, extravagante ou minimalista. O importante é ser autêntico e coerente com as fases de sua mente, de seu Eu.

 Texto: Juliana Rosa

Gostaria também de convidá-los a acessarem meu outro Blog com foco em moda têxtil -> Moda Malhas! 

Um grande abraço!

Ju

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